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Young Adult

Drama, Young Adult

Resenha: Garota Desaparecida, Sophie McKenzie

A história criada por McKenzie mostra como pequenos acontecimentos podem mudar nossas vidas. Quem nunca teve que se descrever para algum motivo? Seja na escola, num perfil na internet ou em qualquer outro lugar. É raro não ficarmos em dúvida do que colocar, mas Lauren tem motivos extras para isso.

Lauren mora na Inglaterra e sempre soube que é adotada. Mas, quando uma breve pesquisa sobre o seu passado revela a possibilidade de ela ter sido roubada de uma família americana ainda bebê, a vida de Lauren de repente parece uma fraude. O que ela pode fazer para tentar encontrar os pais biológicos? E seus pais adotivos terão sido os responsáveis por sequestrá-la? Lauren convence sua família a fazer uma viagem para o outro lado do Atlântico e, lá chegando, foge para tentar descobrir a verdade. Mas as circunstâncias de seu desaparecimento são sombrias, e os sequestradores de Lauren ainda estão à solta — e dispostos a qualquer coisa para mantê-la calada.
Fonte: Skoob

O que eu mais gostei nessa história é como os fatos começam. Lauren está escrevendo uma redação para a escola sobre quem é, e, por acaso, resolve pesquisar seu nome em uma site de crianças desaparecidas. Sua mãe adotiva, apesar de ser clara sobre a adoção, não quer contar mais detalhes para a protagonista, o que desencadeia toda a história de descobrir por ela mesma seu passado.

Essa leitura fluiu muito rápido. Foram 238 páginas lidas em um único dia, com várias pausas. A autora consegue te envolver e, com uma linguagem simples e acontecimentos rápidos, logo chegamos ao desfecho da história.

Gostei bastante da construção do enredo. Lauren não é revoltada, apenas curiosa. E dá pra entender os motivos que a levam a tomar as decisões e escolhas que direcionam a história. Achei alguns fatos meio forçados no meio da narrativa, como as partes que citam os sequestradores, mas não é nada que estrague a história.

É o livro de estreia de Sophie Mackenzie e já tem sequências publicadas no exterior. A história foi inspirada num caso real de uma criança desaparecida, o que torna ainda mais legal a leitura. Super indicado para fãs de YA, suspense e livros para ler em um dia.

Ficha técnica
Autor: Sophie McKenzie
Editora: Verus
Ano: 2016
Páginas: 238
ISBN-10: 8576864177

Drama, Livros, Young Adult

Resenha: Novembro, 9, Colleen Hoover

O que faz um beijo valer um livro? Essa é a pergunta que aparece nas primeiras páginas de Novembro, 9, e dá a direção para o desenvolvimento da história. O que faz os romances literários melhores (ou piores) que os reais? O que a gente ama num livro, mas sairia correndo se estivesse vivendo?

Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?
Fonte: Skoob

Fallon conhece Ben em uma situação inusitada: em um almoço com seu pai, quando as coisas não vão nada bem, Ben, que estava na mesa ao lado, decide sentar ao lado dela e fingir ser seu namorado. O dia? 9 de novembro. Mas esse dia também não é uma data qualquer. Além de Fallon estar de mudança para Nova York naquela noite, foi quando, alguns anos antes, ela estava na casa de seu pai, durante um incêndio.

O fogo deixou cicatrizes tanto em seu corpo quando em sua personalidade. Ele pausou sua promissora carreira de atriz mirim, afetou seu relacionamento com o pai, que escapou ileso do fogo e esqueceu que Fallon estava na casa. Ele tirou muito da sua autoconfiança e, de algum modo, tirou muito de sua vida. Por isso ela está de partida para o outro lado do país, em busca de um recomeço.

Mas Ben surge e entre eles, uma química incrível. Romance digno de livro, mas Fallon não quer se iludir e segue uma regra de sua mãe, de não se apaixonar antes dos 23 anos. Eles criam então uma saída: se encontrar novamente dali um ano. Não trocam telefone ou e-mail, bloqueiam o outro nas redes sociais e prometem não tentarem contato até o próximo encontro. A história impediria Fallon de se entregar e também daria a Ben um enredo para seu livro.

A ideia é super bacana e Colleen escreve de uma maneira que te convence que é a melhor solução para a história deles, mesmo com todos os potenciais riscos. A história nos conta cada um dos 9 de novembro que seguem, nos atualizando sobre o ano anterior e dando uma ideia do futuro. É natural torcer para a felicidade dos dois como casal, mesmo que isso só aconteça no futuro.

Apesar de ser um romance até certo ponto clichê, a autora criou belas revira-voltas na história. Fatos novos e surpreendentes que dão um novo tom para a narrativa e deixam a história mais densa, de certo modo, e também mostram os motivos do sucesso de Colleen como escritora. É um livro maravilhoso para fãs de YA, romances, que te fazem rir e chorar ao mesmo tempo. Mais que aprovado!

Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Páginas: 352
ISBN-10: 8501076252

Livros, Young Adult

RESENHA: A GEOGRAFIA DE NÓS DOIS, JENNIFER E. SMITH

Se você está em busca de um romance cheio de fofura, a Jennifer é a sua autora. Em A geografia de nós dois, ela escreve sobre várias formas de amor. Amor à primeira vista, amor jovem, amor de família e também sobre a saudade e o amor implícito nesse sentimento.

Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo… E é a meio caminho que ambos se encontram – presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir… Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em A Geografia de Nós Dois, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade.
Fonte: Skoob

Meu primeiro contato com a escrita da Jennifer foi em A probabilidade estatística do amor à primeira vista, que tem esse título gracinha e uma capa mais fofa ainda. Peguei A geografia de nós dois já imaginando um pouco do que encontraria e não errei. Isso foi bom por um lado, mas decepcionante por outro.

Lucy e Owen se conhecem quando ficam presos no elevador durante um blecaute que atinge toda Nova York. Os dois estavam sozinhos no dia então, depois de saírem do elevador, decidem ir juntos em busca de lanternas e outros itens básicos para a situação, como água e pilhas. Essa parceria acaba evoluindo para algum tipo de sentimento entre eles, mas nada que seja definido como paixão.

Depois desse dia eles não se veem mais, a não ser uma outra única vez, mais ou menos uma semana depois, no saguão do prédio quando os dois sabem que estão indo embora de Nova York. Apesar do pouco tempo, os dois já têm sentimentos um pelo outro, apesar de não mostrarem de verdade.

À distância, eles acabam criando uma tradição de enviar cartões postais e passam todo o tempo se comunicando por meio deles. O tempo passa e o livro torna-se um conto sobre amor, encontros, despedidas e reencontros. É uma leitura super gostosa, bastante real e trata com bastante sutileza os sentimentos dos dois, algo que me deixou leve quando lia.

O que me decepcionou foi que esse livro poderia ter o mesmo título do outro que já li da autora. São temas completamente diferentes, mas ela usa a mesma receita e acaba criando uma história sobre amor à primeira vista e utiliza alguns outros fatores semelhantes na história secundária, como casamentos e velórios. Ainda bem que as histórias não se tornam parecidas, mas deu pra perceber qual é a zona de conforto da autora – sorte dela que sabe conduzir as histórias e criar romances gostosos de acompanhar! A narrativa é dividida entre Owen e Lucy e isso nos dá uma visão privilegiada não só dos sentimentos dos dois, mas também da vida e acontecimentos ao longo do livro. Super indicado para os fãs de romances leve e tranquilos.

Ficha técnica
Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Páginas: 272
ISBN-10: 8501106224

*Livro cedido em parceria com a editora.

Young Adult

Resenha: Talvez um dia, Colleen Hoover

Talvez um dia foi meu primeiro contato com Colleen Hoover. Me conquistou já na sinopse e foi uma delícia de ler. Tem drama, romance, dúvidas, personagens fortes e até trilha sonora! Li super rápido e foi daqueles livros que não queria que a história terminasse.

Um dos livros mais comentados de 2015, nos Estados Unidos, este é mais um sucesso arrebatador de Colleen Hoover, autora das séries Slammed e Hopeless.

Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento… Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.
Fonte: Skoob

Colleen já agarrou minha atenção com a sinopse, mas quando abri o livro e encontrei uma mensagem da autora com um QR code indicando onde ir para ouvir as músicas criadas no livro, tive certeza que, mesmo se não gostasse da história, já ia gostar pelo menos do trabalho feito com ele. No fim, acabei gostando de tudo!

A autora criou drama, que vira um romance fofo, porém complicado, colocou mais um pouco de drama no meio e nos deixa com cara de “o que vai acontecer agora?” em boa parte do livro. Começamos conhecendo Sydney, que acabou de descobrir que seu namorado a traia com sua melhor amiga, quem dividia o apartamento com ela. Ela sai de casa, mas sem ter para onde ir, fica no pátio do prédio, até que um de seus vizinhos a chama para morar com ele.

A narrativa pausa e volta no tempo para nos apresentar o vizinho: Ridge. Ele conheceu Sydney quando ela, estudante de música, ficava na varanda do seu apartamento para ouvi-lo tocar violão. Eles passam a conversar por que ele reparou que ela começou a criar letras para as músicas que ele toca. Ridge é compositor, mas está no meio de um bloqueio criativo. Eles começam uma parceria musical.

Morando juntos, eles passam a se envolver e nós nos envolvemos com o drama do casal. Ridge deixa a namorada para ficar com Sydney? Sydney se torna sua ex-melhor amiga por estar apaixonada por alguém comprometido? Colleen criou também os personagens mais sinceros que já li. Se não contam o que está na cabeça deles em conversas, os sentimentos aparecem nas letras das músicas. Nessa hora eu não sabia o que queria que acontecesse. Queria que ficassem juntos, mas seria tão injusto com a namorada dele! Tem ainda mais drama na história, mas vocês só vão descobrir lendo.

Os capítulos são curtinhos e cada um apresenta o ponto de vista da Syd e do Ridge, que dividem a narrativa. A escrita é super atual e real: Sydney e Ridge parecem pessoas de verdade. Colleen acertou o ponto nessa história. Além das músicas, o livro também conta com um epílogo, que está no site oficial da história, em inglês. Dá pra encontrar em www.maybesomedaysoundtrack.com, mas só lê colocando a senha, que é a última palavra do último capítulo. Talvez um dia é seguido de “Maybe Not”, que conta a história das duas outras pessoas que moram com Ridge: Warren e Bridgette.

Ficha técnica
Autor: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Ano: 2016
Páginas: 368
ISBN-10: 8501050318

Livros, Young Adult

Resenha: Apenas Um Ano, Gayle Forman

Essa resenha contém detalhes do primeiro livro. Apenas Um Ano retoma a história de Willem e Lulu em Apenas Um Dia no meio do livro, quando o dia deles acaba. Melhor definido como um livro 1.5, conta o que aconteceu depois de terem se separado até as páginas finais do primeiro livro pelo ponto de vista dele.

Em Apenas um Dia, os momentos de paixão entre Allyson e Willem foram interrompidos de maneira abrupta, lançando a jovem em um abismo de questionamentos e dor. Agora a história é contada pela voz de Willem. Sem saber exatamente o que o atraiu na garota de olhos grandes e jeito comportado, o rapaz inicia uma busca obsessiva por pistas que levem até a sua Lulu mesmo sem saber sequer o seu nome verdadeiro.
Enquanto tenta compreender o mistério que os separou, Willem se esforça para costurar relacionamentos desgastados e procura respostas para o futuro. Mais do que uma aventura de verão, o encontro em Paris significou para ele o início da vida adulta. Da mesma autora dos best-sellers Se Eu Ficar e Para Onde Ela Foi,
Apenas um Ano reúne todos os ingredientes de um romance imperdível: viagens, saudade, encontros, desencontros e amor.
Fonte: Skoob

Vocês não fazem uma ideia do quanto foi recompensador ler esse livro. Apesar de Apenas Um Dia ter sido uma leitura gostosa, depois que o dia em Paris acaba, Allyson precisa voltar para sua vida normal, mas ela não consegue. É, ao mesmo tempo, depressivo e irritante ler como Willem a afetou. Já com Willem, esse processo é mais gostoso. Nesse livro, descobrimos mais sobre o passado dele e sua família, em especial, o motivo que o levou a sair viajando sem data para voltar.

Ler sobre Willem é como observar uma janela que te mostra várias partes do mundo. Com ele, vamos para Paris, México, Índia e Holanda. Atuamos em mais uma peça de Shakespeare. Aprendemos a apreciar uma vida cheia de histórias. Isso foi o que eu mais gostei no livro: Gayle Forman nos dá pedacinhos de informação aos poucos e com o passar do tempo elas vão se encaixando e fazendo sentido.

Assim como com Alysson, com Willem também lemos sobre o amor e como algumas pessoas nos marcam, mesmo que para o resto do mundo pareça um encontro insignificante. Temos mais uma vez o acaso aparecendo como personagem coadjuvante e que liga a história. Willem também sai em busca de Lulu, mesmo que ele não entenda como um dia o deixou com tanta vontade de encontrá-la mais uma vez. Comentei que o primeiro livro, no fundo, era sobre crescer e esse retoma essa ideia de amadurecimento das personagens.

Apesar desse livro ser um complemento à história, já que termina no mesmo ponto da história que Apenas Um Dia, é super refrescante ler mais sobre esse personagem que, mesmo com defeitos e atos não muito bacanas, me conquistou. Quem pular direto para o próximo livro não vai ter falhas na linha do tempo em que a história se passa, mas também não terá algumas informações do passado de Willem nem algumas explicações do que realmente aconteceu durante a história deles.

Ficha técnica
Autor: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 352
ISBN-10: 8581636713

Livros, Young Adult

Resenha: Eleanor & Park, Rainbow Rowell

Meu encanto com a história começou com a capa e, pra me encantar ainda mais, o texto superou minhas expectativas. A narrativa é doce, os assuntos tratados são gostosos de ler sobre e é daquelas leituras que aquecem o coração.

Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo. Fonte: Skoob 

Já faz algum tempo que li, mas só agora consegui resenhar. Eleanor & Park foi uma história que me encantou. Daqueles livros que te deixam com vontade de abraçar os personagens e a autora. Daqueles que você não quer que termine.  Muitos dizem que a história do livro é triste, mas não foi minha impressão. Eleanor vive em uma família complicada e sua vida não é das mais fáceis, já Park tem uma família que se aproxima um pouco mais do estereótipo margarina. Isso traz complicações para a vida dos dois, mas o livro nos conta tudo com uma dose de realidade que faz bem nos livros que tratam de vidas adolescentes. Minha experiência anterior com essa faixa etária tinha magia, vampiros ou high society demais. Se não contar os famosos sick-lit (que realmente não fazem meu tipo), não cruzava com uma história dessas mais reais desde Garota Americana, de Meg Cabot. Esse tipo de narrativa se aproxima das Chick-lit, mas puxando a idade um pouco para baixo.

Eleanor e Park se conhecem no ônibus da escola e aos poucos vão descobrindo gostos comuns e formando uma amizade que se transforma em romance. Rainbow Rowell consegue te fazer navegar pela experiência do primeiro amor com maestria – impossível não se reconhecer. Os problemas típicos da idade, como o relacionamento com a família, vontade de sair de casa, incerteza do futuro são personagens constantes na vida dos dois. O fato da história se passar nos anos 80 dá um charminho a mais já que voltamos a um mundo de fitas, música, telefones fixos e livros. É uma simplicidade que até dá vontade de esquecer todas as tecnologias que preenchem nossas vidas.

Parece que tem um filme em produção sobre a história e a Rainbow é a responsável pelo roteiro. Se fosse para apostar, eu diria que essa história vai ser do mesmo estilo de As vantagens de ser invisível.

Quem já leu, o que achou do livro?

Ficha técnica:
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Ano: 2014
Páginas: 328
ISBN-13: 9788542801255