Browsing Category

Harry Potter

Funko, Geek, Harry Potter, Unboxing

Unboxing: Funkubo edição 7

Já fazia algum tempo que eu estava com vontade de começar uma coleção de Funkos e de assinar alguma caixa. Acho super legal essa coisa de receber surpresas pelo correio e, em agosto, conheci a Funkubo no Geek City, evento que teve aqui em Curitiba. Como a edição seguinte seria de Harry Potter, resolvi que essa era a hora de fazer a vontade passar.

FunkosA caixa demorou um tempo para chegar – alguns atrasos fizeram algo que chegaria em outubro chegar só em novembro, o que só aumentou minha ansiedade e o medo de qual seria o meu Funko – se você indicasse um amigo e ele assinasse, poderia escolher três opções de Funko, mas não consegui virar VIP e estava totalmente no escuro e com medo de ganhar o Rabicho, com tantos outros personagens mais legais disponíveis, como dá pra ver na foto ao lado.

Mas enfim ela chegou e respirei aliviada quando vi cabelos ruivos no meu primeiro integrante da coleção.

Além do Funko, a caixa sempre traz outros produtos e dessa vez recebemos uma camiseta com um desenho super lindo do símbolo das Relíquias da Morte com Dumbledore e Grindelwald, um capacho escrito Alohomora e um cofre-quadro para juntar os galeões para a próxima ida à Hogsmeade.

Adorei os produtos e a experiência com a caixa. O próximo tema é a Liga da Justiça e já estou guardando dinheiro para quando começarem as vendas.

Harry Potter, Livros, Roteiros Geek, Viagens

Vale a pena assistir Harry Potter e a Criança Amaldiçoada?

Há um ano, o livro com o roteiro da peça teatral Harry Potter e a Criança Amaldiçoada chegou em versão traduzida aqui no Brasil. Alguns meses antes, o roteiro em inglês já era vendido e a sessões estavam lotadas em Londres. Nesse tempo que passou, a peça ganhou uma versão na Broadway, em Nova York e já foi anunciado que ela deve ir para a Austrália – o que é maravilhoso por dar a oportunidade de mais pessoas assistirem, afinal, nem todos moram em Londres e o teatro é relativamente pequeno (o que justifica as sessões esgotadas e vendas absurdamente antecipadas).

Mas nem tudo são flores e, apesar da recepção ótima que teve no teatro, inclusive com prêmios, a resposta dos fãs que leram o roteiro publicado, inclusive a minha, da tal oitava história de Harry Potter não foi lá essas coisas. Com alguns spoilers, as principais críticas são ao enredo e ao desenvolvimento das personagens. É difícil acreditar que a Rowling permitiu a criação de uma história com base em vira-tempos – algo que ela tentou tirar da história durante a saga original – e deixou seus personagens terem futuros tão ruins – sim, ninguém quer acreditar que o Harry tenha se tornado esse pai péssimo, dentre outros problemas. Mas e a peça? Vale assistir? 

Ano passado quando escrevi a resenha para o livro, não imaginava que eu um dia assistiria a peça, mas nesse louco mundo consegui ingressos para a apresentação em agosto e separei aqui quatro motivos que fazem super valer a pena, se puder, estar lá e deixar esse não-gostei-da-história de lado.

HarryPotterCursedChild

É uma experiência única
Os ingressos não são baratos, nem fáceis de conseguir. Enquanto estive em Londres, mais de uma vez vi ingressos por 250 libras e que tinham a visão limitada, seja pelo local do assento ou por algo da estrutura do teatro. Ingressos com preços acessíveis são comercializados às sextas-feiras, mas são poucos e a procura é enorme. Então se aparecer uma oportunidade por um preço legal, vale sim. É uma experiência única. Mesmo que a peça esteja indo para outras cidades, o público nunca será o mesmo que teve acesso aos filmes e livros e não tem como saber por quanto tempo ela vai ficar em cartaz. A título de curiosidade, eu paguei 85 libras no ingresso para as duas partes.

É teatro
Esse é um novo formato, é uma nova proposta e é a apresentação da magia no teatro. É super legal ver como a iluminação, música, coreografias e cenários foram utilizados para dar vida à magia que imaginamos nos livros e vemos nos efeitos visuais do filme. É muito legal também ver outros atores interpretando personagens que já conhecemos, mas de uma maneira completamente nova.

Saber o que acontece

Existe toda uma campanha para mantermos os segredos e não estragarmos a experiência de quem ainda pode assistir. A equipe do teatro é bem atenta a quem possa estar tentando filmar ou fotografar, então o único jeito que você tem para saber o que acontece é assistindo. E é o jeito certo. Não acho que eu contar o que aconteça vai fazer alguém desistir de ir até lá ou estragar 100% a experiência, mas é super legal ver a preocupação em manter a surpresa e é maravilhoso ser surpreendido pelo que está acontecendo, mesmo que a gente já conheça a história.

Entender o propósito
Só depois de sair do teatro, completamente apaixonada pelo Scorpius Malfoy aliás, é que entendi para que essa peça foi feita. Não é a oitava história. Para melhorar, só não deveria ser considerada oficial na linha do tempo. Do mesmo modo que criaram os parques temáticos e transformaram os estúdios em museu, Harry Potter foi parar nos teatros por ser muito maior que a história dos sete livros – ou mesmo dos cinco filmes de Animais Fantásticos. E é um universo tão incrível que merece histórias sendo contadas de todos os jeitos. O que a gente tem aqui é um enredo esquisito, mas que nos traz de volta personagens e eventos que amamos ler sobre em um formato que atrai fãs e curiosos. Foi ali que vi como a peça está mantendo a história viva, encantando novamente e conquistando um público inteiramente novo.

Mas tá, eu gostei de tudo?

A história, logicamente, não mudou do que lemos. É diferente quando estamos assistindo, mas continuo achando o Harry medonho, a Rose uma chata e ridícula a ideia de o Voldemort ter filhos. São fatores que eu relevei quando estava lá e acredito que não sou a única.

O ponto negativo da peça em si é mesmo a duração. São mais de CINCO HORAS dentro do teatro. A parte um tem mais de 2h30 e a parte dois chega perto disso, contando o tempo para chegar, sentar e sair, você se sente um prisioneiro do lugar. É um tempo longo e não tem como não cansar. Eles vendem duas opções: assistir em dois dias ou em um só. Consegui ingressos para um só e gastei todo o meu domingo dentro do teatro – e deu pra sair cansada como se tivesse feito várias coisas durante o dia. Se pudesse ser menor, seria um brinde!

Harry Potter, Livros, Teatro

Resenha: Harry Potter and The Cursed Child, JK Rowling

Faz alguns dias que eu estou com esse post aberto só pensando em como resenhar essa história. Eu estava ansiosa pra esse lançamento porque Harry Potter foi muito importante na minha infância e adolescência. Eu não estava doida por um livro que fosse uma continuação, mas também não fui contra. Evitei spoilers até onde deu e pude aproveitar uma leitura gostosa – e pra evitar atrapalhar a leitura ou experiência de algum sortudo que vá assistir à peça, essa resenha foi aprovada pelo #KeepTheSecrets.

Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é muito fácil agora, já que ele é um funcionário cheio de trabalho no Ministério da Magia, um marido e pai de três crianças na idade escolar. Enquanto Harry luta com um passado que se recusa a ficar onde pertence, seu filho mais novo, Alvo, precisa lidar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. Enquanto passado e presente começam uma sinistra fusão, pai e filho aprendem uma verdade desconfortável, pois a escuridão vem de lugares inesperados.
Fonte: Skoob

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada é como aquele encontro de 10 anos de formatura que você faz com os amigos. Apesar de ser um formato bem diferente, não tenho como explicar o quentinho no coração que veio ao ler uma cena com Harry, Ron e Hermione juntos – ainda que a história seja a de 19 anos depois que vimos em Relíquias da Morte. O livro retoma a história onde o último parou e agora temos mais do que algumas páginas sobre a vida adulta dos protagonistas.

Por ser em formato de peça, a leitura é super rápida. A maioria dos diálogos te envolve, mas é preciso usar um pouco da imaginação que os outros livros da série te deram para entender o que está acontecendo. Esse roteiro foi escrito pela J.K. Rowling, junto com John Tiffany e Jack Thorne, então tem o dedinho de gente de fora.

Sobre ser uma peça

Honestamente, passei metade do livro tentando visualizar como eles estão fazendo a magia acontecer sem os efeitos especiais do cinema. É esquisito não ter um narrador guiando a história, mas os diálogos dão conta do recado.

Sobre a história

A coisa com Harry Potter é que nós somos apaixonados pelo universo criado e a relação dos fãs já é algo de amor platônico. Li isso sobre Star Wars, mas encaixa certinho: nós amamos a ideia de Harry Potter, mas não amamos algumas decisões das histórias tomadas pela JK, pelos responsáveis dos filmes, ou nesse caso, desse roteiro. A história de Cursed Child não parece uma história de Harry Potter. Apesar de ter magia, Hogwarts, fantasia e aventura, o foco é bem diferente. É uma história com personagens e cenários que conhecemos, mas não é Harry Potter. O enredo ainda pode ter algumas mudanças, já que essa é a versão de ensaios e não o roteiro finalizado, mas ainda assim.

Me pareceu que JK Rowling aliviou algumas das regras que criou para o universo (só para dar um gostinho, ela mexe com o tempo) para a história ser um aglomerado de coisas que os fãs gostaram de ler sobre. Imagino que a ideia dessa peça não foi apenas criar uma continuação, mas levar Harry Potter aos teatros e, por isso a diferença no foco da história. Apesar de ter alguns detalhes que podemos considerar falhas, ainda é uma delícia ler sobre Harry Potter. Só precisa conhecer o universo antes. Não comece pela peça que nada vai fazer muito sentido.

Sobre as personagens
Aqui fica minha crítica. Encontrei meus amigos no encontro da formatura e… eles mudaram tanto! Os autores tiveram que criar novos Ron, Hermione, Harry, Ginny e Draco para essa história. Eles tiveram que crescer e amadurecer, mas tem muita coisa que não fez muito sentido. Não gostei do Ron adulto como gostava do Ron adolescente. Algo acontece entre Bellatrix Lestrange e Voldemort que é difícil de entender. Da nova geração apenas dois personagens aparecem bastante e gostei do desenvolvimento deles, das ideias e ações. Algumas coisas esbarram nos adultos, mas é normal – até é por isso que livros com adolescentes como principais quase sempre ignoram a existência dos pais, como os próprios Harry Potters fizeram.

No fim das contas, eu adorei a existência desse livro por me fazer lembrar tudo o que eu adoro em Harry Potter. Por me dar mais uma chance de sentir aquela sensação de voltar para Hogwarts. Por poder ler mais sobre personagens que significam tanto para mim. Passa longe de ser uma obra prima, mas a ideia dele existir já é, pra mim, suficiente.

Aqui no Brasil o livro será lançado pela editora Rocco em 31 de Outubro. A pré-venda já começou e a editora vai disponibilizar edições em broxura e em capa dura! A peça está em cartaz em Londres e com ingressos esgotados.

Ficha técnica:
Autores: J.K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne
Editora: Little, Brown
Páginas: 343
Ano: 2016
ISBN: 978-0-7515-6535-5