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Biografia, Cinema, Geek, Livros, Star Wars

Resenha: Como Star Wars Conquistou o Universo, Chris Taylor

Em 2015 eu decidi que estudaria como foi feito o Marketing de Star Wars para a pós-graduação. Foi então que descobri esse livro, que é quase uma biografia do mundo criado por George Lucas. Se já admirava o trabalho feito antes, agora que li sou ainda mais fã desse criador e acabei completamente apaixonada pelo mundo que ele criou e pelo cuidado que os fãs têm com essa história.

Por várias gerações, Star Wars tem arrastado fãs de todas as idades aos cinemas, às lojas de brinquedos, às livrarias — praticamente a todo lugar que se vai, Star Wars está presente como uma entidade maior do que os filmes da saga. É indiscutivelmente o maior fenômeno da cultura pop, tão abrangente em todos os sentidos que mesmo aqueles que não assistiram ao filme conhecem a figura de Darth Vader e a maior revelação da história criada pelo cineasta George Lucas.
Em um trabalho jornalístico surpreendente, Chris Taylor revela segredos que até o fã mais radical desconhecia, derruba e confirma antigos mitos e rumores sobre sua produção, e dá voz a todo mundo que foi relevante na criação de Star Wars como um todo, de aliados a desafetos de George Lucas. Porém, apesar de falar sobre Star Wars, o livro vai muito além: fala sobre cinema em geral, administração, gerenciamento de marca e até determinação pessoal.
Fonte: Skoob

A não ser que você tenha evitado muito, possivelmente esbarrou em alguma coisa de Star Wars. Fã ou não, deve conhecer alguns dos personagens mais marcantes ou até mesmo a trilha sonora. Nos últimos anos, talvez viu brindes, linhas especiais para lojas ou mesmo um balde de pipoca. Tudo isso porque Star Wars já é parte da cultura global e também porque a série renasceu em dezembro de 2015, com o início de (mais) uma nova trilogia e spin-offs. Com a chegada do primeiro filme, Star Wars estava, literalmente, em todos os cantos – e, pelo visto, vai continuar até que terminem todos os seis filmes esperados nessa nova fase (sim, seis!). Mas isso não é nenhuma novidade para essa franquia.

Eu só fui assistir Star Wars depois de seis filmes lançados – bem depois, aliás. Meu conhecimento sobre esse universo era bem pequeno, então Chris Taylor me ajudou a me situar em todo o histórico dessa narrativa. Como foi que George Lucas criou essa história? Em que se inspirou? Star Wars foi sorte de principiante ou é genial? Tudo explodiu já com o primeiro filme?

A narrativa te envolve desde a história de George Lucas e como o que ele assistia quando era criança e adolescente o influenciou. Conhecemos quais trabalhos Lucas fez e onde queria chegar. Lemos sobre o lançamento do primeiro filme, quando vieram os livros, produções que não deram tão certo e como o mundo foi dominado por action figures e um milhão de produtos de saga. Passamos pelos lançamentos de todos os filmes, lendo sobre seus perrengues e sucessos. Tudo baseado em entrevistas e pesquisa histórica. Essa leitura é uma viagem no tempo e na cultura pop/geek.

Sobre a história de Star Wars mesmo esse livro não trata. Mas te instiga a querer saber mais, a ver na tela as cenas que conhecemos pelos bastidores. Mas o que mais teve destaque para mim foi ler sobre como os fãs receberam a história, como se apropriaram dela, como cuidam dela hoje e a mantém viva. Se crianças hoje brincam com sabres de luz, é porque existe uma geração de pais que mostrou os filmes para eles. Isso sempre foi visto pelos responsáveis por Star Wars pelo lado positivo, então esse relacionamento com os fãs sempre foi valorizado e respeitado.

No livro, lemos sobre um museu de objetos relacionados à saga que foi criado por um fã, sobre um exercito de storm troopers, sobre organizações que fazem réplicas dos droids dos filmes. Star Wars é muito mais que filmes e Chris Taylor nos conta em detalhes como isso aconteceu. Apesar de ser uma delícia ler tudo isso, é também cansativo. São mais de 600 páginas carregadas de conteúdo, então não é aquela leitura para relaxar no fim do dia. É um livro maravilhoso para quem já é fã de Star Wars e quer saber ainda mais, mas também ótimo para quem, mesmo não sendo fã, é curioso e quer entender de onde vem todo esse burburinho.

Ficha Técnica
Autor: Chris Taylor
Editora: Editora Aleph
Ano: 2015
Páginas: 616
ISBN-10: 8576572796

*As fotos utilizadas nesse post foram feitas na Star Wars Experience, no Madame Tussauds, em Londres, em agosto de 2017.

Cinema

MULHER-MARAVILHA: VALE A IDA AO CINEMA?

Chegou o filme da Mulher-Maravilha. Eu, que adoro um filme de super-herói, estava bem animada com esse por dois motivos: uma personagem nova (não aguento mais ver novas versões dos mesmos heróis) e uma protagonista mulher! Apesar de gostar bastante, meu envolvimento com esse tipo de produção é relativamente recente, então isso foi uma (ótima) novidade.

Mesmo animada,  estava também com um certo receio já que os dois filmes da DC que assisti ano passado deixaram a desejar no roteiro. Parece que alguém, finalmente, acertou o ponto por lá. Eu, que conheço pouco da história da Mulher-Maravilha (não sei muito sobre a Liga da Justiça também) gostei muito, apesar de já querer assistir de novo para entender melhor alguns pontos (sessão da meia-noite com sono não foi minha melhor ideia), mas o mais legal foi ver amigos que são super fãs super felizes com o resultado do filme. Se vale ir ao cinema? Vale sim.

  • Vamos começar com o girl power maravilhoso que é esse filme. Nós começamos a história na ilha das amazonas e podemos ver como treinam e como se tornam super mulheres. É bem incrível.
  • Lembra quando a Mulher-Maravilha apareceu no fim de Batman Vs Superman e roubou a cena? Agora ela faz isso em um longa todinho dela.
  • A história em si é boa. Uma amazona que vem para a Terra em meio à guerra para instaurar a paz por aqui, um tanto de romance, de humor e mensagens de esperança e amor.
  • Girl Power #2: o filme foi dirigido por uma mulher.
  • Os cenários, figurinos e cenas de luta estão muito bons. A produção mandou muito bem.
Cinema

La La Land – É tudo isso mesmo?

Era julho quando descobri esse filme e comecei a contar os dias para assistir no cinema. Entre trailers e teasers, mal podia esperar para mais um filme com Emma Stone e Ryan Gosling e um novo musical com uma vibe jazz e com estilo nostálgico. Não tinha ouvido críticas negativas, mas o sucesso de La La Land no Golden Globes me pegou de surpresa: 7 indicações e 7 prêmios. Seria o filme melhor do que eu já imaginava?

La La Land é o tipo de filme que te deixa com um sorriso no rosto durante (quase) o filme todo. Que começa com um número musical animado, muitas cores. Conhecemos então Mia (Emma Stone), que sonha em ser atriz e trabalha num café num estúdio de filmagens enquanto não consegue seu grande papel, e Sebastian (Ryan Gosling), pianista que sonha em abrir o próprio clube de jazz, no estilo “clássico”.

La La Land é, em sua essência, um filme sobre sonhos, sobre a indústria do cinema, sobre suas dificuldades, mas também sobre sua magia. É impossível não se encantar com estúdios de filmagens e a possibilidade de glamour que esse mundo oferece. É nesse clima que o roteiro nos leva pelas duas horas do longa.

Dos prêmios do Golden Globes, La La Land foi escolhido Melhor Filme – Comédia ou Musical. Também levou os prêmios de melhor diretor e roteiro para Damien Chazelle. Apesar de ter achado o roteiro não tão sensacional, na parte de direção Damien utiliza sequências longas e sem cortes nas cenas musicais, dá dinamismo a esse estilo, utiliza pausas, diferentes velocidades e ângulos para contar a história.

Justin Hurwitz ficou com o prêmio de melhor trilha sonora (que você pode dar play no spotify e se deliciar) e City of Stars ainda levou prêmio de melhor música. Para fechar as premiações, Emma e Ryan levaram os prêmios de melhor ator e atriz num musical ou comédia.

Mas o que tudo isso significa?

La La Land é um presente para o cinema em 2016/17. É um filme cheio de cores e ritmos, que combinou música, boa atuação, nostalgia, a magia do cinema e criou algo gostoso de assistir. Não é um filme “carrancudo”, como muitos dos premiados costumam ser.

Não é dramático, não é biográfico, não é sobre alguém, mas é também sobre nós. Sobre nossos sonhos, sobre abrir mão de sonhos, sobre pensar em desistir, sobre encontros e desencontros. La La Land tem uma doçura rara em uma história simples, cotidiana.

Não é um roteiro genial, nem uma história brilhante. La La Land também tem muitos defeitos (se for colocar na ponta do lápis, talvez tantos defeitos quanto qualidades), mas é um conjunto de figurinos, coreografias, ritmos e sentimentos que deu certo, muito certo.

Cinema

5 motivos para você assistir Dr. Strange

O novo longa da Marvel estreou essa semana aqui no Brasil. Dr. Strange traz novos personagens e novos ares para o universo dos super heróis no cinema, que, convenhamos, anda bem movimentado – este é o terceiro lançamento da Marvel de 2016 (contamos Deadpool, mesmo ele não sendo parte, exatamente, desse universo conectado dos filmes). Se a gente for considerar os longas da DC Comics, então, dá até pra falar que tem coisa demais. Mas as produções são boas, os elencos são bons, as histórias envolventes e acompanhar o crescimento do universo fictício continua divertido, então já fomos conferir o lançamento e separamos aqui 5 motivos para você não pular esse filme.

  1. Apesar de ser mais um filme de super heróis, ele é diferente dos demais. Não tem uma identidade secreta, não tem, exatamente, super poderes, não é resultado de um experimento científico (que deu certo ou não) e não precisa de uma armadura.
  2. A trama também é diferente. Sim, temos um vilão e assistimos o nascer de um herói, mas ao invés de uma guerra, semi-deuses ou aliens, aqui temos uma imersão em outras dimensões, espiritualidade e magia.
  3. Os efeitos especiais estão muito bons. No trailer já dá para ter uma ideia e o filme todo usou muitos efeitos. Além dos efeitos de ação, os cenários criados também estão incríveis. Pessoalmente, já estou esperando, no mínimo, uma indicação ao Oscar nessa categoria.
  4. É uma história nova para o universo. Acompanhamos o nascer de alguns heróis, como Capitão América, Homem de Ferro e Thor, e como surgiram os Vingadores. Esse pessoal já está com filmes e sequências e, podemos imaginar, chegando ao fim de suas narrativas no universo. Dr. Strange vem com cara de novidade, ampliando a gama de personagens e abrindo as portas para o futuro dos filmes da Marvel.
  5. O elenco. Acho que um dos méritos da Marvel na construção dos filmes foi a escolha certeira (da maioria) dos atores. Com esse não é diferente.

Quem já foi assistir? Quem ainda vai? Não esqueçam de esperar a cena pós-créditos! 😉

Pra quem ainda não se convenceu, confere o trailer:

Cinema

O que esperar de Animais Fantásticos e Onde Habitam

Finalmente Animais Fantásticos e Onde Habitam chegou aos cinemas. Essa é uma ótima adição ao universo criado por Rowling, e adição é a palavra chave para entender essa nova série de filmes. Dá até pra dizer que Harry Potter está seguindo o caminho de outras histórias de sucesso duradouro, como Star Wars e Doctor Who, expandindo personagens e eras e criando uma narrativa de infinitas possibilidades.

Animais Fantásticos e Onde Habitam conta a história de Newt Scamander (Eddie Redmayne), enquanto fazia as pesquisas que resultaram no livro homônimo, lançado como um extra de Harry Potter em 2001. Se o livro é uma pequena enciclopédia sobre as criaturas fantásticas do universo mágico, o filme nos leva a Nova York, na década de 20 e conta sobre um período diferente, com personagens novos, alguns nomes conhecidos e amplia a história. Em Harry Potter tivemos Hogwarts e aventuras de adolescentes, em Animais temos adultos, romance, ainda mais conflitos políticos e a sociedade bruxa dos Estados Unidos.

É um tanto confuso compreender esse novo cenário e personagens, mas é como descobrir uma nova passagem para acompanhar o mundo dos bruxos. Para aproveitar Animais, você precisa conhecer Harry, especialmente para entender o contexto (já que esse filme não apresenta o universo novamente), mas são narrativas bastante diferentes, que brilham em suas singularidades.

É complicado também comentar Rowling como roteirista. Dessa vez, não temos uma base, não sabemos o que deveria acontecer ou o que foi cortado nas edições e ficou mais difícil definir a qualidade dos detalhes, mas ela definitivamente criou uma narrativa envolvente e que concorda com o mundo que conhecemos.

Tentando ver apenas como filme, o resultado é muito bom, surpreende em alguns momentos, em outros traz acontecimentos esperados e tem algumas pontas soltas e cenas acessórias. Nos deparamos com novas e antigas criaturas, novos perigos e conflitos, o que prova que ainda há muito a ser explorado nas histórias e a criatividade dela continua espetacular, o que renova o ânimo para as sequências.

Eddie Redmayne é um belo bruxo é um ator muito bem vindo ao universo Potter. O time de efeitos que criou as criaturas está de parabéns, assim como quem pensou nos cenários e figurinos e James Newton Howard, responsável pela trilha sonora. Definitivamente Animais Fantásticos nos leva de volta ao mundo de magia.

Cinema

Sobre Esquadrão Suicida

Desde que vi o primeiro trailer, fiquei doida por esse filme. Adorei a ideia da Harley Quinn, adorei Jared Leto dando vida a mais um Joker e adorei mesmo a coisa do anti-herói. Corri para os cinema para assistir na pré-estreia e, apesar de ter gostado, fiquei com um gostinho de quero (bem) mais. Por isso separei aqui alguns motivos para amar e odiar o Suicide Squad.

AMAR

  1. O filme em si mantém o tom que vimos nos trailers. A trilha sonora e montagem dos trailers estão presentes, como também a personalidade dos anti-heróis.
  2. Temos a possibilidade de desenvolver mais personagens que, num filme com heróis, apareceriam pouco e com pouca profundidade.
  3. Margot Robbie entregou uma Harley Quinn super digna nesse “revival” da personagem.
  4. Do mesmo jeito que a construção de Vingadores nos apresentou muitos personagens da Marvel, Suicide Squad é uma imersão no universo da DC e é mais um teaser para a Liga da Justiça.
  5. Apesar dos pesares, fiquei ansiosa o filme todo querendo saber o que ia acontecer, quem ia morrer ou como iam derrotar os problemas.

 

ODIAR

  1. O roteiro está bagunçado. No começo, informação demais. Depois fica um pouco confuso.
  2. A história não convence porque o vilão não convence. Ele aparece de um momento “Que?” e durante o resto do filme a dúvida fica.
  3. Os anti-heróis são humanos. Eu sei que sim (quase todos) e que geralmente vilões também tem fraquezas, mas esse filme deveria focar na liberdade de não ter que se preocupar com a moralidade das personagens. Não tem como escrever certas coisas para o Batman ou Superman, mas para o Deadshot e a Harley Quinn? Pode! Faltou ousadia no roteiro.
  4. O Joker do Jared Leto apareceu mais nos trailers do que no filme em si. Podia ter sido mais explorado e melhor construído.

Como comentei, no fim das contas, gostei do que vi. Acho que o filme pecou em alguns aspectos, poderia ter uma história construída com mais cuidado e ousadia. Talvez a idade recomendada de 12 anos tenha segurado algumas loucuras como as que vimos em Deadpool (não queria comparar, juro), e com personagens como esses, a insanidade deveria estar mais presente. O que vocês acharam?

Cinema

5 motivos para assistir Florence – Quem é essa mulher?

Na quinta passada, dia 7, estreou aqui no Brasil o filme Florence – Quem é essa mulher? sem fazer muito barulho (nenhum, se comparar aos queridinhos do ano). Mas, ao acaso, acabei no cinema assistindo um show (quase literalmente) da Meryl Streep e resolvi passar aqui com alguns motivos para vocês também conhecerem esse longa. Sai do cinema rindo, não posso mais entrar em elevadores sem ter ataques de risos e quero dividir minha empolgação aqui.

  1. É engraçado sem ser vulgar. Trocadilho besta, mas é uma comédia muito boa, com cenas hilárias e em nenhum momento apela para piadas sem graça. Na verdade, o filme não tem piadas. A personagem simplesmente é engraçada, apesar de ela pensar em si mesma como uma boa cantora. Tem horas que bate uma culpa de rir da senhorinha, mas não tem como não se reconhecer nas desafinações dela (a não ser que você saiba cantar).
  2. É bem provável que esteja em alguma categoria do próximo Oscar. Tem Meryl Streep – que está maravilhosa como Florence – é uma biografia, a maquiagem está ótima, com boa fotografia, bom roteiro e ótimos figurinos.
  3. Tem Hugh Grant e Simon Helberg e os dois também estão super bem nos papéis!
  4. O show que a Florence fez no Carnegie Hall, que é retratado no filme, ainda é um dos arquivos mais pedidos no local. Sempre bom conhecer mais da história do mundo e seus personagens.
  5. É uma comédia, mas também é um drama. Não sei de vocês, mas adoro os filmes que mixam os dois gêneros porque vejo neles uma realidade maior. Você não se acaba em lágrimas e não é aquela comédia pastelão forçada.
  6. Tem música, dança, anos 40, soldados e muito mais. Pra mim, um filme completo, ótimo para um dia a toa com uma história boa. É uma produção que agrada muito e foge dos grandes sucessos e produções cheias de efeitos especiais que dominam os cinemas.

Confira o trailer abaixo e, sério, corre pro cinema!

Cinema, Livros, Star Wars

STAR WARS: COMO O UNIVERSO SE EXPANDIU

Há algum tempo, no que poderia ser uma galáxia muito distante, Star Wars quase virou história. Possivelmente ninguém imaginava que hoje, quase 40 anos depois do lançamento do primeiro filme, as vitrines das livrarias estariam abarrotadas de livros que se passam no universo imaginado por George Lucas. Sim, o primeiro filme foi um sucesso, assim como os outros dois, mas tudo parecia encerrado ali. A história tinha sido contada, Darth Vader derrotado e cada um podia imaginar o que aconteceria na galáxia.

Em palavras duras, Star Wars sobreviveu por alguns caprichos de seu criador: o Rancho Skywalker e a Lucasfilm. George Lucas criou esse império, um local gigantesco para sua empresa, mas ele não queria mais criar filmes sobre Star Wars e seus filmes experimentais não teriam lucro suficiente para sustentar a estrutura. Nesse período, foram feitos alguns filmes para a televisão e continuavam sendo publicados quadrinhos, mas depois 1985, Star Wars começou a perder a força.

Foi quando, em 1988, o universo começou a se expandir para os livros. O primeiro, Herdeiro do Império, foi publicado apenas em 1991, mas em dois meses tornou-se um best-seller do New York Times e mostrou como o universo podia ser explorado em outro formato. Se você se espanta com o número que parece infinito de livros sobre a saga, não está errado: só em 1997, 22 novos livros de Star Wars chegaram às lojas. Na verdade, entre 1991 e 2013, pelo menos dez romances sobre a saga foram lançados por ano. Hoje, temos cerca de 260 romances, dezenas de contos e mais de mil quadrinhos publicados, escritos por mais de 120 escritores.

As novas histórias mantiveram vivo o interesse pelo universo, que voltou para as telas em 1999 com filmes que, apesar da bilheteria de sucesso, não agradaram muito. Mas nesse momento, mesmo com a decepção, Star Wars já tinha se tornado algo maior do que seus filmes e livros. Hoje, é parte da nossa cultura. É difícil conhecer alguém que não saiba quem é Darth Vader, mesmo que não tenha assistido nenhum dos filmes. Mas é quase impossível conhecer tudo o que se passa nesse universo.

Quando a Disney comprou os direitos da história, ela desconsiderou grande parte da produção existente para facilitar o entendimento da linha do tempo. Nasceu então o título Legends, como são classificadas as histórias que não estão na linha do tempo oficial e podem ser consideradas apenas lendas. Os livros que fazem parte da linha do tempo oficial são os chamados Cânone. Os novos lançamentos estão nessa categoria. A parte boa é: não há uma regra de como ler, então dá pra aproveitar apenas um livro ou então seguir com vontade e mergulhar na galáxia muito, muito distante.

Quem já se aventurou pelo universo expandido de Star Wars? Qual o livro que mais gostou? Conta pra gente nos comentários!

Ah, as informações desse post foram tiradas do livro Como Star Wars Conquistou o Universo, do Chris Taylor.

Cinema, Livros

Resenha: Easy Riders, Raging Bulls – Como a geração sexo, drogas e rock’n’roll salvou Hollywood, Peter Biskind

Descobri Easy Riders, Raging Bulls durante a faculdade, quando tive que apresentar um trabalho sobre livros-reportagem. Tentei fugir dos temas mais recorrentes desse gênero e encontrei esse que, a partir de entrevistas, conta muito sobre os bastidores do cinema nos Estados Unidos nos anos 60 e 70.

Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, George Lucas, Steven Spielberg, Robert Altman – eles fazem parte da geração de cineastas que reescreveu o script da Hollywood dos anos 70, com filmes como Bonnie e Clyde, Sem Destino, O Poderoso Chefão, A Última Sessão de Cinema e Taxi Driver, clássicos modernos que revolucionaram a maneira de conceber, produzir e fazer filmes.
Em Como a geração sexo drogas e rock’n’ roll salvou Hollywood, Peter Biskind recria aquela “década dos diretores”, um dos períodos mais excitantes da história do cinema, que tem início com o lançamento de Sem Destino, no final da década de 60, e termina com Touro Indomável e uma Beverly Hills marcada pelo consumo de cocaína, já nos anos 80.
Fonte: Skoob

Se algum dia você já se perguntou como surgiram os filmes O Poderoso Chefão, Taxi Driver ou O Exorcista, a resposta está aqui. Peter Biskind é jornalista e autor de outros livros que retratam o cinema americano e, durante a leitura, percebemos que ele entende do que está falando. Ele escolhe um momento chave na produção de Hollywood para retratar: a sociedade passava por mudanças e os filmes produzidos pelos grandes estúdios não mostravam o que o público queria ver. No entanto, novos diretores estavam surgindo e com eles, novas ideias e roteiros que conseguiram deixar os estúdios com menos poder de negociação. Só que essa década teve um porém: essa geração ficou famosa por filmes de baixo orçamento, que colocaram sexo e drogas nas telas – refletindo o que acontecia fora dos roteiros cinematográficos e também nos bastidores. Mas esse mundo de exageros, festas e até um quê de irresponsabilidade, acabou por afetar eles mesmo e acabou num certo declínio dos criadores de clássicos do cinema.

A história começa no fim dos anos 60, passa pelo auge da produção nos anos 70 e nos conta como George Lucas e Steven Spielberg deram início a uma nova mudança na produção de filmes com o lançamento de seus blockbusters Tubarão e Star Wars e segue para os anos 80, comentando como ficou a vida dos protagonistas dessa era do cinema.

Honestamente, não tinha muita familiaridade com o tema ou a história do cinema durante esses anos antes de ler o livro, então muito do que aparece na história eu só conhecia de nome. Depois de ler, fiquei com uma vontade absurda de assistir todos os filmes citados (o que não aconteceu ainda, o autor cita quase 70 títulos). É cada história que a gente descobre que eu poderia fazer um post de cada capítulo. Romances, glamour, loucuras, festas e roteiros intensos estão em cada uma das páginas.

Por se tratar de um livro-reportagem, a leitura é um pouco diferente. É como se fossem várias entrevistas interligadas pelo mediador, que nos conta o contexto para que as coisas façam sentido. O livro também vem com várias páginas dedicadas a fotografias, o que complementa a história, contextualiza e me fez perder um bom tempo olhando. Minha maior crítica com esse livro é o tamanho dos capítulos: em média 35 páginas cada, o que pode não parecer muito, mas torna a leitura cansativa. Foi possivelmente o livro que mais demorei para terminar (entre leituras e pausas, foram uns 9 meses).

É um livro incrível para quem tem curiosidade sobre o cinema desse período. Achei muito legal entender de onde surgiram certos roteiros, quais histórias deram fama a atores e diretores, entender como funcionam as negociações e até o que Hollywood fez para ter os filmes mais bombados. Conhecemos algumas curiosidades das produções e de bônus algumas fofocas das relações e loucuras da época. Ah! O livro inspirou um filme/documentário de mesmo nome, que é uma versão reduzida da história e também vale a pena conferir!

Ficha técnica:
Autor: Peter Biskind
Editora: Intrínseca
Ano: 2009
Páginas: 502
ISBN: 9788598078687