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Resenha: A Morte do Capitão América, Larry Hama

A Morte do Capitão América foi meu primeiro contato com algo escrito da Marvel – nem quadrinhos eu tinha lido antes porque não gosto muito desse tipo de narrativa. O modo como a história é escrita e organizada é bem diferente do que estava acostumada, talvez por vir de quadrinhos, e me deixou curiosa do primeiro momento ao último.

Ele foi um herói para milhões de pessoas. Uma inspiração para as forças armadas norte-americanas e personificação dos maiores ideais de sua nação. Ele viveu por seu país – e agora, alvejado a sangue frio, deu sua contribuição final à terra que tanto amou. A morte do herói tem sérias consequências. Falcão, seu parceiro de toda a vida, faz da vingança sua prioridade. Sharon Carter, prisioneira dos capangas de Caveira Vermelha, encontra-se fora de controle. E Bucky Barnes, mais conhecido como Soldado Invernal, precisa se reconciliar com seu passado sórdido, a fim de encarar uma missão que mudará sua vida. Testemunhe a monumental releitura do mito do Capitão América nesta incrível adaptação trazida ao Brasil com exclusividade pela Novo Século.
Fonte: Skoob

Esse título quebrou meu coração. O Capitão América é um dos meus super-heróis favoritos e imaginar produções futuras sem Steve Rogers é triste, mas a história se desenvolve bem e, mesmo morto, é ele quem dá o tom e lidera a narrativa.

A narrativa começa algum tempo depois de Guerra Civil, quando os heróis passam a ser registrados e não podem mais agir por conta própria. Steve estava preso por não concordar com essa regulamentação e, ao ser julgado, acaba atacado e morto.

Mas o Capitão América é uma personalidade que é maior do que a pessoa. Ele representa a luta e a vitória e como pode uma nação seguir sem essa imagem para se inspirar? Além disso, os problemas continuam, tanto com os vilões como também entre os próprios heróis e com eles mesmos, essa coisa de conflitos internos.

Em uma narrativa acelerada, que mistura dois pontos de vista na mesma história, acompanhamos o fim e o recomeço da essência do Capitão América. Contar a história sem o apoio das ilustrações poderia tornar esse livro chato, mas Hama consegue dar um ritmo muito bom para a narrativa. Por contar duas histórias paralelas, que em um momento se encontram, o livro também poderia ficar confuso, mas tudo é feito de forma complementar – apesar de ter um foco diferente, ler intercalando faz todo o sentido do mundo.

Foi uma delícia explorar uma história que eu já gosto muito no cinema nos livros!

Ficha técnica:
Autor: Larry Hama
Editora: Novo Século
Ano: 2016
Páginas: 352
ISBN-10: 8542808002

 

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