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Stranger Things 2

Depois de todo esse tempo, finalmente chegou a segunda temporada de Stranger Things. Assisti com certa moderação, mas confesso que foi basicamente porque eu tinha obrigações e não podia passar o dia todo assistindo os novos episódios, porque todos eles terminam em algum tipo de cliffhanger.

Ano passado Stranger Things dominou a internet por semanas, se não meses, quando foi lançada. Os atores viraram os novos queridinhos, não só pela atuação na série da Netflix, mas também por sua participação em premiações americanas. Stranger Things trouxe um belo tom de nostalgia, além de um marketing sensacional, e conquistou muita gente. A expectativa para essa temporada estava alta e nunca é simples criar algo quando existe esse tipo de relacionamento com o público. Certamente muita gente não vai gostar dessa nova temporada. Não foi o meu caso, mas afinal, ela fez jus ao sucesso todo da série?

Com o mínimo possível de spoilers, montei essa lista de coisas legais e não-tão-legais sobre a segunda temporada.

  1. Temos uma menina nova! Max chega para dar um pouco mais de diversidade para o seriado, trazendo consigo um irmão problemático, sua família e possibilita desenvolvimento para os meninos – como personagens e como pessoas. Já faz quase um ano desde os eventos da primeira temporada e eles estão crescendo.
  2. Os relacionamentos entre personagens ganharam muito mais destaque. Temos o grupo dos meninos, temos a Nancy, Jonathan e Steve, Joyce, a mãe do Will, tem um namorado, o Bob, a Eleven está aprendendo um pouco mais sobre família e amizade, temos a crush do Mike na Eleven e, como falei no item anterior, temos Max e seu irmão. Esse tópico entra como legal e não-tão-legal, afinal, mesmo que seja interessante ver um pouco mais de desenvolvimento, parece que perdemos ação de verdade na história.
  3. Conhecemos um pouco mais sobre o Upside down e as criaturas que vivem lá. Da última vez, basicamente só sabíamos que o Will ficou perdido e que tinha um Demogorgon. Dessa vez, vemos mais personagens explorando o lugar e entendemos mais sobre o que é que está acontecendo – mas ainda não entendemos 100%.
  4. Se na primeira temporada Millie Bobby Brown roubou a cena como Eleven, dessa vez temos Noah Schnapp arrasando como Will. A temporada no Upside down teve suas consequências e exploramos várias delas nessa série. A atuação varia entre momentos de extrema frieza e outros de total normalidade. Noah está de parabéns.
  5. A produção, num geral, está muito bacana. As cenas, como os anos 80 são recriados, os efeitos especiais… tudo foi pensado com um olhar mais cinematográfico te absorve ainda mais na história – não foram poucas as vezes que me peguei reagindo em voz alta, esquecendo completamente que tinha um mundo ao meu redor.
  6. Winona Ryder continua incrível fazendo a louca, mas dessa vez por outros motivos.
  7. A velocidade dos acontecimentos não me agradou muito. Como citei, temos muito desenvolvimento de relacionamentos que parecem nos afastar da ação e achei que alguns aspectos foram deixados de lado. Tem coisa passando muito rápido e tem coisa indo muito devagar.
  8. Como seria uma terceira temporada? Tendo como base o fim da segunda, não consigo imaginar uma terceira história que consiga trazer o suspense que a primeira temporada trouxe. Claro, não sei o que está na cabeça de quem realmente criou a história, mas fiquei com receio que esse seja mais um caso de algo espetacular que vai perdendo o brilho aos poucos.
  9. A conversa com o público está muito direta. Na primeira temporada, não parecia certeiro o entendimento que o público da série não é só infanto-juvenil. Não sei se por acaso ou não, mas dessa vez fica bem claro que o seriado não é para crianças e, por estarmos na internet, temos vários xingamentos que ficariam barrados em outra mídia. Um bônus para quem, como eu, acha muito chato ver gente na TV que não tem nada a ver com pessoas reais.

 

Para concluir, eu acho que a segunda temporada tem mais pontos positivos que negativos. Acredito que vá agradar muitos, mas que o ritmo e a leve mudança no foco para os relacionamentos vá também desagradar outros. Os irmãos Duffer, criadores da série, mostraram uma versatilidade e até um indicativo de que Stranger Things é mais que um suspense cheio de referências nerds e dos anos 80. Além disso, deixaram várias perguntas sem resposta, mas disso eu só posso tratar em um post com spoilers.

Ah, não dá pra esquecer de citar. Se você gosta da série e quer saber mais sobre esse universo, está na Netflix o Beyond Stranger Things, um seriado de entrevistas com os atores, diretores e produtores da série. Nele podemos ver discussões sobre como certas decisões do roteiro aconteceram até fitas das audições. Ótimo para quem acaba a série e fica meio órfão de entretenimento, sem querer desligar desse universo.

 

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