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Resenha: McFLY – Unsaid Things… Our Story

“Se prepare para conhecer o McFly” é a primeira frase da orelha do livro McFly – Unsaid Things… Our Story, a autobiografia do McFly. Da mesma maneira que já aconteceu com outros livros, comprei este por curiosidade de saber o que estava escrito lá que estava causando tanto burburinho entre os fãs.

O livro é exatamente o que promete, a história do McFly e para os fãs. O começo em detalhes, o meio e dias de hoje com um pouco menos. A narrativa é amarrada pela história dos meninos e a do McFly, misturando, agregando e transformando tudo no que acaba sendo: uma coisa só. Na história, ficamos sabendo da infância de cada um deles, como a música entrou nas suas vidas e como foi que eles foram parar no McFly.

A história do Tom com o Busted está bem explicada, assim como a confusão do Danny com a audição para a V e o tal do affair do Harry com a Lindsay Lohan. Além destas histórias, também descobrimos como algumas músicas foram escritas, a relação dos meninos com drogas, fãs e groupies – esta última não me convenceu, mesmo que eles digam contar tudo neste livro.

O que mais me chamou atenção no livro foi a relação que eu pude fazer com os meninos: são relações que só quem é ou já foi fã vai conseguir fazer, por mostrar situações parecidas com as que você já viveu, como quando eles contam como o nome McFly foi sugerido e o Danny, que nunca tinha assistido De Volta Para o Futuro, pensou que o Tom estivesse falando do sorvete McFlurry. Também me relacionei com quando eles contam sobre o estilo musical do Busted, e como eles se identificaram com ele e criaram o estilo do McFly, que foi o que me fez gostar deles num primeiro momento. Ou também quando eles precisavam explicar que eram mais do que uma boyband e escreviam as próprias músicas.

O McFly se coloca muito humano em todos os momentos. Contando sobre as dificuldades na escola, seus relacionamentos pessoais, o relacionamento deles como banda e como amigos, seus problemas, seus vícios e seus extremos. Na fase que eles definem como “A grande depressão”, a gente descobre que tudo o que circulou a vida deles nesta fase foi um reflexo, inclusive o álbum Above The Noise, que eles entendem como um deslize na carreira. Não um erro, mas não o melhor que o McFly poderia oferecer.

O livro é uma mistura de comédia, nostalgia e reconhecimento. Confesso que existem várias partes que considerei meio forçadas, especialmente no final, onde aparentemente aqueles adolescentes querendo curtir a vida que começaram a banda foram substituídos por adultos sem graça, como eles mesmos se colocam. A parte onde eles comentam sobre as atuais namoradas/noiva/esposa também. Afinal, hoje pode ser que pareça que eles encontraram o amor de suas vidas (dá até pra sentir um quase ciúmes do modo como eles descrevem as meninas e a relação deles) e, não que eu não queira que eles estejam com elas ou algo do tipo, mas não é como se fosse fácil acreditar que é no primeiro ou segundo relacionamento mais sério deles que o mundo virou por alguma garota.

A capa do livro, na versão britânica, é daquelas que tem jacket e, quando você tira, tem uma capa azul, com fotos dos meninos, muito linda. O modo deles de escrever merece estrelinhas. Pra quem é fã, é gostoso ler, ver todas aquelas histórias que um dia você ouviu falar serem explicadas, entender como eles se sentiam e perceber que você gosta da banda por motivos que vão além de música.

O livro tem 301 páginas, e no meio, várias fotos que complementam as histórias que eles contam. É uma leitura tranquila, cheia de piadinhas e situações que te fazem rir e também com alguns momentos que te fazem querer abraçá-los e falar que tudo vai ficar bem. No livro, descobri que o McFly quase acabou antes mesmo de eu descobrir quem eles eram. E isso me fez pensar em como minha vida teria sido diferente se isto tivesse acontecido: eles sempre foram mais do que uma banda, sempre alcançaram mais do que uma banda deveria. Se for parar pra contar o tanto de gente que conheci através deles e o tanto de coisas que aprendi, se não fosse uma banda no meio da minha vida, eu seria bem diferente. Em resumo, o livro é como se fosse uma entrevista gigante e um bônus pra quem gosta deles e quer saber mais sobre a banda.

Ficha técnica
Autor: Danny Jones, Dougie Poynter, Tom Fletcher e Harry Judd
Editora: Bantam Press
Ano: 2012
Páginas: 320
ISBN: 9780593070635

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